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Seguro-fiança: a apólice por dentro

Uma seguradora no lugar do fiador. O prêmio é gasto, como qualquer seguro.

Folha de seguro-fiança locatícia, boleto parcelado e calculadora sobre a mesa de casa
Imagem ilustrativa
No dia da assinatura
Primeira parcela do prêmio
Todo mês, além do aluguel
Parcela do prêmio, se parcelado
No fim, volta para você
Nada: o prêmio é gasto, como qualquer seguro

Em doze meses, sai e não voltaO prêmio do primeiro ano. Digite o valor da sua cotação.

Não volta

Equipe ComparaAluguel de moradia · outubro de 2026

O seguro-fiança troca o fiador por uma seguradora. Se você deixar de pagar, ela paga o dono e depois cobra de você. Em troca, você paga um prêmio, que é o nome do preço do seguro. Esse dinheiro não volta.

Para esta ficha, a gente leu as páginas oficiais da Fiança Locatícia da Porto. Ela serve de exemplo porque publica as coberturas com detalhe. Outras seguradoras vendem o mesmo tipo de seguro, com regras próprias.

O que a lei exige do seguro

A Lei do Inquilinato diz que o seguro de fiança locatícia abrange a totalidade das obrigações do inquilino. Isso não obriga você a comprar todo adicional oferecido. Quer dizer que a apólice precisa dar ao dono a proteção que o contrato prevê.

Na prática, quem define as coberturas é a combinação entre o que o dono exige e o que a seguradora oferece. Pergunte antes quais coberturas o dono pede.

A cobertura básica

Na Fiança Locatícia da Porto, a cobertura básica protege o aluguel e a multa por atraso, até 30 vezes o valor do aluguel. É o coração do seguro: o dono recebe mesmo se você não pagar.

As coberturas extras

Por fora, a Porto oferece:

  • condomínio e IPTU, até 30 vezes a verba;
  • danos ao imóvel, até 6 vezes;
  • pintura, até 3 vezes;
  • multa por rescisão, até 3 vezes;
  • água, luz e gás, até 6 vezes a verba.

Existe também a versão Essencial, com limites menores: danos de 2 ou 6 vezes, pintura até 2 vezes e condomínio e IPTU de 12, 20 ou 30 vezes.

Cada cobertura extra encarece o prêmio. A diferença entre o pacote mínimo e o completo pode ser grande. É aqui que se economiza: aceitar só o que o dono de fato exige.

O preço que falta

A Porto não publica tabela de preço. O prêmio sai na análise de cada inquilino e de cada imóvel, que a seguradora diz ser imediata e on-line, com documentos a critério dela.

Faz sentido: o preço depende do aluguel, das coberturas e do seu cadastro. Mas significa que nenhum site independente consegue dizer quanto o seguro-fiança vai custar para você. A gente preferiu deixar essa lacuna clara a inventar uma faixa.

O que dá para fazer é cotar. Com o valor do aluguel e a lista de coberturas na mão, peça cotação em mais de uma seguradora e compare o prêmio total do contrato.

Como pagar

A Porto informa pagamento em até 60 vezes sem juros no cartão de crédito ou em 12 vezes no débito automático. A validade da apólice acompanha o prazo do contrato, limitada a 5 anos.

Parcelar alivia a entrada. Não muda o total. Antes de escolher 60 vezes, confira se a parcela cabe no mês junto com o aluguel, porque as duas saem do mesmo salário.

Como cotar sem perder tempo

  1. Pegue o valor do aluguel e, se for o caso, do condomínio e do IPTU.
  2. Pergunte à imobiliária quais coberturas o dono exige.
  3. Peça cotação com essas coberturas, e só com elas, em duas ou três seguradoras.
  4. Compare o prêmio total do primeiro ano, não a parcela.
  5. Confirme se a imobiliária aceita a apólice da seguradora escolhida.

Para quem serve

Para quem não tem fiador e não tem, ou não quer prender, três aluguéis de reserva. Também para quem encontrou o imóvel numa imobiliária e não numa plataforma.

Quem tem as duas opções, plataforma ou imobiliária com seguro, deve comparar doze meses de cada lado. O seguro-fiança pode sair mais barato ou mais caro que a taxa de serviço da plataforma, conforme o imóvel e o cadastro.

Trecho da página da Fiança Locatícia do Porto Bank
Recorte de Porto (abre em nova aba), lido em 16 de outubro de 2026