Em doze meses, sai e não voltaO prêmio do primeiro ano. Digite o valor da sua cotação.
Não volta
Você saiu da casa dos pais, ou chegou numa cidade nova, e a primeira pergunta da imobiliária é: “e o fiador?”. Não tem. E também não tem três aluguéis guardados para a caução. Calma, isso é mais comum do que parece, e ainda sobram dois caminhos bons.
O que sobra quando faltam fiador e reserva
Tirando o fiador e a caução da mesa, ficam a plataforma digital, que não pede garantia, e o seguro-fiança, que você contrata e apresenta na imobiliária. Os dois resolvem o mesmo problema: alguém garante o dono no seu lugar. A diferença é como você paga por isso.
Na plataforma, a garantia vem embutida no serviço. Você paga uma taxa de serviço todo mês, que é um percentual sobre o aluguel, mais o seguro contra incêndio. O QuintoAndar, que é o exemplo mais conhecido, diz na página de aluguel que não pede fiador nem depósito caução. O percentual da taxa aparece no anúncio de cada imóvel.
No seguro-fiança, você paga um prêmio (o preço do seguro) pelo período do contrato. Na Porto, ele pode ser parcelado em até 60 vezes sem juros no cartão, e a validade acompanha o contrato, até 5 anos. O preço sai na análise, que a seguradora diz ser imediata e on-line.
Nenhum dos dois devolve dinheiro no fim. Os dois são custo puro. Por isso, a pergunta certa não é “qual é mais fácil”, e sim “qual sai mais barato em doze meses, para este imóvel”.
A conta de doze meses, sem complicar
Pegue o anúncio que você quer e faça assim.
Do lado da plataforma, multiplique a taxa de serviço do mês por doze e some doze meses do seguro contra incêndio. As duas coisas aparecem no anúncio ou na proposta.
Do lado do seguro-fiança, peça uma cotação para o mesmo valor de aluguel e veja o prêmio do primeiro ano. Atenção às coberturas extras: danos, pintura, multa por rescisão e contas de consumo encarecem o prêmio. Pergunte à imobiliária quais o dono exige.
Agora compare os dois totais. Só tem um detalhe: no caminho da imobiliária, o seguro contra incêndio também costuma ir para o inquilino, se o contrato disser isso. Então some o seguro contra incêndio nos dois lados, para a comparação ficar justa.
Pronto. Com dois números na mão, a escolha deixa de ser palpite.
Três armadilhas de quem aluga pela primeira vez
Pagar “taxa de cadastro”. A Lei do Inquilinato põe a checagem de cadastro do inquilino na conta do dono. Imobiliária que cobra isso de você está cobrando o que não devia.
Aceitar duas garantias. Seguro-fiança mais caução “por segurança” não pode. O contrato só aceita uma garantia, e exigir mais de uma é contravenção.
Esquecer a multa de saída. Primeiro aluguel é o que mais muda de planos: emprego novo, relacionamento novo, cidade nova. Sair antes do prazo tem multa, proporcional ao tempo que falta. Leia a cláusula e saiba quanto custa desistir no sexto mês.
A nossa escolha
Para quem nunca alugou e não tem fiador, a gente começaria pela plataforma. O motivo não é só o preço. É que o processo inteiro fica num lugar só, com o boleto reunindo aluguel, IPTU e seguro, e sem a etapa de contratar um seguro separado e levar até a imobiliária. Para um primeiro aluguel, menos etapas é menos chance de erro.
Mas isso vale até a conta dizer o contrário. Se o imóvel que você quer está numa imobiliária, ou se a taxa de serviço daquele anúncio deixa os doze meses mais caros que o prêmio do seguro-fiança, a escolha vira o seguro-fiança. É a segunda opção, e às vezes é a primeira.
Um conselho que vale para os dois: na entrega das chaves, faça uma vistoria com fotos de cada cômodo, com data. No primeiro aluguel, ninguém lembra disso, e é o que mais evita briga na saída.
Quem deve pular esta página
Quem tem um parente com imóvel disposto a ser fiador, e que entende o risco que vai correr, tem um caminho mais barato e deve olhar a página do fiador. E quem tem três aluguéis guardados que não vai usar deve olhar a página “Tem dinheiro guardado?”, porque a caução é o único jeito em que o dinheiro volta.